Não temo o medo no teu olhar
Ao perceber no meu mirar
O desejo ardente de devorar!
Não temo a gostosura de nossas bocas
Deliciando-se feito loucas
Engolindo-se uma a outra
Também não temo o furor do meu sexo
Amainado pelo teu amplexo
Ainda mais furioso e desconexo
Temo menos ainda a igualdade de nossos desejos
Que na unidade de tantos anseios
Tornam-se ímpares devaneios!
Não temo.
Desejo.
Espero.
Ao perceber no meu mirar
O desejo ardente de devorar!
Não temo a gostosura de nossas bocas
Deliciando-se feito loucas
Engolindo-se uma a outra
Também não temo o furor do meu sexo
Amainado pelo teu amplexo
Ainda mais furioso e desconexo
Temo menos ainda a igualdade de nossos desejos
Que na unidade de tantos anseios
Tornam-se ímpares devaneios!
Não temo.
Desejo.
Espero.
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