sábado, 13 de outubro de 2012

A partida - Carta Suicida


A partida – Carta Suicida

Uma noite insone
De febres e delírios
Um vazio enorme
Cada minuto um martírio

Com os olhos pregados no infinito
Vislumbrando estrelas
Só encontro o teto
Não consigo vê-las

Sufocando-me com as paredes
Que parecem mover-se em minha direção
Parecem teias, redes
Qualquer coisa que me tire a respiração

As estrelas caem
As paredes se aproximam
Meus músculos se contraem
Ondas me agitam

Viagem infinita
Partida sem volta
Deixei minha vida
Sentirão minha falta?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ilha


A cidade é um mar revolto

Vidas em turbilhão

Tão difícil encontrar conforto

Só há medo e solidão



Tão bom encontrar uma ilha

Um lugar de sossego

Uma praia e calmaria

Ter carinho, aconchego



Um arquipélago, um cais

Um rochedo em alto mar

Onde possa encontrar a paz

E ter a chance de sonhar



Um lugar de salvação

Em meio a tanta turbulência

Um alívio ao coração

E à minha alma sedenta