sábado, 13 de outubro de 2012

A partida - Carta Suicida


A partida – Carta Suicida

Uma noite insone
De febres e delírios
Um vazio enorme
Cada minuto um martírio

Com os olhos pregados no infinito
Vislumbrando estrelas
Só encontro o teto
Não consigo vê-las

Sufocando-me com as paredes
Que parecem mover-se em minha direção
Parecem teias, redes
Qualquer coisa que me tire a respiração

As estrelas caem
As paredes se aproximam
Meus músculos se contraem
Ondas me agitam

Viagem infinita
Partida sem volta
Deixei minha vida
Sentirão minha falta?

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