O real mais abstrato.
Multidão inerte diante dos olhos
Inférteis de sonhos,
Estéreis de novos amores
Não brotam,senão ilusões.
Visagens que habitam meu interior.
Quando olho as feições,
Nada é novo. É sempre o mesmo amor
Fantasma delirante
Que vive a me iludir.
Face constante
Em todas as faces a se refletir
Não existe multidão.
Existe o rosto amado
Guardado no coração
De um ser apaixonado.

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